• Mãe Maria Elise Rivas

Sou gente do terreiro. Sou gente que defende cultura de paz

Mucuiú, motumbá, kolofé, saravá, axé,

As religiões afro-brasileiras são essencialmente coletivas. No entanto, em nossas vidas, quantas vezes nos pautamos no bem-estar coletivo ao tomar determinadas atitudes? No domingo teremos uma decisão ainda mais grave, haja vista a eleição e delegação de poder a quem por direito velará – ou não – pelos direitos sociais, quer seja favorecendo grupos exclusivos, quer seja abarcando a maior diversidade possível. O momento do voto aparentemente nos parece representar o que cada um quer para o país, embora seja também um momento em que refletimos o que queremos para nós, isto é, bem-estar individual, seletivo, ou bem-estar para mais pessoas, além de nós mesmos, coletivo. Como Íyálorìṣá todos os dias devo, sob os pés dos Òrìsà, zelar pelo destino de todos os meus filhos, de todas as minhas filhas de santo, devo, várias vezes ao dia, olhar e zelar por outras pessoas. Essa tradição me antecede e me sucederá, e esse é um dos valores do “povo de santo”. Desejo que todas e todas, no domingo próximo e, o quanto possível, em cada atitude do dia a dia, opte pela paz e pelo amor, pelo respeito à vida de todos e todas.

Mãe Maria Elise Rivas Íyá Bê Ty Ogodô Mestra Yamaracyê



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