• Mãe Maria Elise Rivas

QUARTO MOMENTO: HOMEM DE ASPIRAÇÃO – O PROCESSO-ESPELHO

Mucuiú, motumbá, kolofé, saravá, axé,

Na senda das postagens que temos feito a respeito da Iniciação, prosseguimos hoje com excerto de nossa obra “O mestre iluminando consciências”, publicado pela Ícone em 2002, páginas 53 e 54, com o Quarto Momento da Iniciação. Nessa obra definimos cinco fases da Iniciação, que “são basicamente as mesmas, diferindo muito pouco de uma pessoa para a outra, pois elas estão diretamente relacionadas com o domínio e ‘morte’ do ego. Eis a grande impedância, pois não podemos negar que o ser humano é incentivado a cultuar e viver em função da satisfação do seu ego, e pior, a satisfazê-lo com coisas voltadas para o mundo externo, estímulos objetivos, adereços da personalidade” (p. 43). Vamos ao Quarto Momento.

QUARTO MOMENTO: HOMEM DE ASPIRAÇÃO – O PROCESSO-ESPELHO

Neste momento, os aspectos evasivos da personalidade precisam ser extravasados, ocorrendo um processo de compensação em que a pessoa precisar achar “o malfeitor”, atendendo à superficialidade de sua mente desfocada. Ainda reluta em aceitar as responsabilidades e consequências de suas atitudes, das quais tenta se desfazer. Agindo de forma imatura, ainda crê em um mundo polarizado em bem e mal, e o situa fora de si, como forças externas. Dividindo o mundo entre seres essencialmente bons e essencialmente maus, deixa ao Sacerdote ou à Sacerdotisa o papel de malfeitora que a atormenta com colocações incompreensíveis que sempre aponta para coisas “imponderáveis” que sua mente atulhada e desfocada não consegue perceber. Nega de maneira veemente que todas as situações que a envolvem, sejam elas positivas ou negativas, estejam diretamente relacionadas com ela mesma. Reluta em aceitar que todas as manifestações são fruto espontâneo de seu próprio espírito.  Devido a suas dificuldades, remete-se ao que denominamos de processo-espelho, num esforço hercúleo para afastar-se ao máximo de suas próprias fraquezas. Neste momento, a pessoa transfere para o pai ou mãe de santo todos os seus desatinos pessoais. Nesse estágio costuma revoltar com “seu” pai ou com “sua” mãe de santo, que na realidade está refletindo a revolta que a própria pessoa tem consigo mesma, ou melhor, com o estado desarmonioso em que se encontra. Através do processo-espelho ou de transferência, deseja destruir no pai ou na mãe de santo desatinos que são seus. De forma inconsciente, pela primeira vez se depara com seus desequilíbrios. Quando o pai ou a mãe de santo mostra à pessoa a necessidade de mudanças, nasce o desejo do afastamento e cabe a ela vencer-se. Neste instante há aqueles que perseveram no caminho, mostrando-se dispostos a ultrapassar mais uma etapa, aspirando a novas realidades, como há aqueles...


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